Arquivos mensais: abril 2016

Hotelaria – O mercado efervencente de 2016

1- O mobileé o futuro.

A mobilidade, diga-se smartphonessmartphones e tablets, veio para mudar o que esta aí. Não haverá espaço que não seja preenchido por estes equipamentos e seu uso pelo público. Consultas, indicações, contatos, solicitações, amostras, premiações, reservas, tudo, até mesmo o não pensado ainda será feito por estes dispositivos. Hotéis que não dispõe de plataformas híbridas e sites amigáveis a celulares e smarts ou mesmo sem centrais de reservas, contatos telefônicos e e-mail em tempo integral estarão incompletos ou carentes de requisitos para atender ao mercado atual. É necessário disponibilizar para o mercado, leia-se clientes de todas as gerações, tudo o que seja possível e acessível usando as ferramentas citadas.  Levar ao cliente a mais completa gama de informações, partindo de tipos de suítes, tarifas diversas, localização, cardápios, preços, salas de eventos, amenidades, serviços especiais prestados aos hóspedes, tipos de montagem de salas de eventos, bem como seus serviços de A&B e apoio, serão imperativos. E, mais do que isso, poder sanar qualquer dúvida a respeito de qualquer um destes serviços mencionados instantaneamente será o diferencial. A rapidez e eficiência aliadas à informação de qualidade, fotos, filmes, chats  serão as ferramentas de escolha de produtos e serviços pelo público atual e futuro nos serviços hoteleiros.  Mobilidade será a plataforma de marketing.

 2- Transparência balizará a relação entre marca e cliente.

Nada se esconde no mercado virtual. Tanto os elogios como as reclamações estarão presentes em todos os negócios e prestações de serviços. Para isso é importante estar atento a total transparência das relações de compra, venda de produtos e serviços, pagamentos, bonificações, cancelamentos, etc. Tudo deverá estar bem explicado, detalhado e exemplificado para perfeito entendimento entre hotel x cliente. O hotel deverá ter todos os processos previamente ditados e especificados a cada tipo de situação, deixando claro o que pode ou não acontecer. Segurança, qualidade na informação, transparência em todos os processos serão a base de escolha dos produtos e serviços

 3- As bandeiras têm seu público.

A marca e suas bandeiras têm seu público que as reconhecem e apreciam.Estar atento a essa realidade as levará a implantar processos de melhoria continua tanto em produtos como em serviços prestados. Necessário salientar que este mesmo público estará ansioso para conhecer produtos e serviços desta marca em níveis de qualidade e padrão diferentes, suas bandeiras. Uma rede hoteleira dispõe de vários padrões de produtos e serviços que podem ser desconhecidos de clientes de seu próprio mercado. Traçar estratégias para apresentação destas novas bandeiras ao cliente com novas experiências com a marca e seus produtos diferenciados será fundamental para fidelizá-lo, evitando que ele escolha com outras marcas.

 4- As boas marcas produzirão produtos, não serviços.

É a realidade. Grandes redes gastam milhões em marketing em todos os canais possíveis para mostrar, reafirmar e massificar marcas e não produtos de qualidade. O que vemos atualmente é uma série de produtos semelhantes, com nomes bonitos e exatamente iguais a muitos no mercado. Infelizmente se gabam em dizer que têm serviços básicos, não oferecem comodidades e não atendem a mais importante expectativa dos clientes: “uma experiência inesquecível”. Reformular este conceito é a nova meta. Deixar para trás esta visão retrógrada será o caminho do novo gestor. Mostrar que além de um rótulo existe uma experiência de hospedagem e conforto inesquecível irá gerar um cliente fiel e satisfeito.

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Gastronomia – A volta do bom e agradável restaurante La Cart

Inicio dos anos 90. Sim foi neste época que surgiram os primeiros restaurantes self service a kilo. Lembro-me bem pois na época gerenciava um dos restaurantes de minha família e isso foi uma novidade que veio cheio de expectativas. Para meu pai uma heresia em termos de qualidade na prestação do serviço e na forma como o restaurante se relacionava com o público. Ele dizia que o momento da refeição era sagrada, o que meu avo português também afirmava. ” O almoço deve ser feito para saborear e apreciar o momento de alimentação e não só comer e engolir comida” . Alias , na casa de minha avó usavam o ritual das refeiçoes francesas. Era servida uma entrada ( sopa) após uma salada, depois prato principal e por fim a sobremesa.

Por algum tempo, achei que era uma boa pedida.Mas com o tempo descobri que estava desvirtuando as pessoas a comer mal e de maneira errada. Tive prova disso um dia que acompanhava uma pessoa no self service e pude presenciar ele montando o prato. Salada, mousse de salmão, arroz, feijão, lasanha, feijoada, batata frita, coração de galinha, um pedaço de bacalhau e uma carne. Lamentável.

Vejo que as franquias de comidas como spoleto, Habbis, Pizza mais, Girrafas, Grilleto e muitas outras marcas estão fazendo o Brasileiro retornar ao ótimo habito de escolher um prato ou refeição e saboreá-lo de forma prazerosa.


Picanha, batata frita, arroz branco e feijão tropeiro_Foto_Felipe Menezes_

 

Marco Tulio Quina

 

Hotelaria – Otas são vilãs no mundo todo? Não.

Os últimos meses tem sido conturbados no setor de turismo e hotelaria no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, com a ABIH -RJ propondo uma exclusão e mesmo boicote às Otas em específico a DECOLAR.COM . A ABIH -RJ declara que as comissões cobradas pela referida Ota são abusivas e sugestiona a seus associados que excluam a DECOLAR.COM de seus canais de venda.

Oras, excluir o que não é obrigatório é fácil. Porque então de toda a discussão?

1- Existem inúmeros outros canais de venda.

2- Não existe cláusula abusiva referente a desistir de usar o canal de vendas DECOLAR.COM que gere prejuízo ao hotel.

3- Os hotéis tem total poder de gerenciar o canal de venda colocando número de Uh’s disponíveis a preço acordado para período que escolher.

Ou algo mais grave está ocorrendo no mercado hoteleiro ou estamos vendo uma briga de egos e prepotência entre Otas e hotéis.

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